Roda de conversa une literatura e inclusão no CEI Zenir Kretzer Borges

Foto Divulgação
O Centro de Educação Infantil (CEI) Zenir Kretzer Borges, localizado no bairro Colônia Santana, recebeu nesta sexta-feira (24) uma visita que uniu literatura, sensibilidade e inclusão. As irmãs Tarsila Franco e Betina Franco, acompanhadas da família, participaram de uma roda de conversa e contação de histórias com as crianças e profissionais do CEI.
Moradoras de São José, as irmãs apresentaram a obra “A História dos Niguetis” – volumes 1 e 2, escrita por Tarsila e ilustrada por Betina. O projeto teve início quando Tarsila tinha 8 anos e ganhou força em 2023, ao ser contemplado por edital da Lei Paulo Gustavo, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. O primeiro volume foi distribuído para todas as unidades da rede municipal, além de instituições como a Fundação Catarinense de Educação Especial e a Biblioteca Pública de Santa Catarina.
O pai das meninas, Luiz Franco, destacou que o trabalho vai além da literatura. “A Tarsila é uma criança autista de nível 1 de suporte, e a Betina possui altas habilidades. Nosso objetivo é mostrar que o diagnóstico não é um impedimento. Com apoio e incentivo, é possível desenvolver talentos e contribuir com a sociedade”, afirmou.
Segundo o diretor da unidade, Flávio Theodósio Junkes, o convite surgiu para trabalhar datas pedagógicas com significado formativo. “Neste mês de abril, estamos desenvolvendo dentro e fora da sala propostas relacionadas à inclusão. Já conhecíamos a Tarsila, a Betina e a família de outras vivências, e com o lançamento do segundo volume do livro, vimos a oportunidade de proporcionar esse momento especial para nossas crianças”, destacou.
A ação também busca incentivar a leitura, a escrita e a criatividade na rede municipal. Betina, hoje com 17 anos, foi aluna do Colégio Municipal Maria Luiza de Melo (conhecido como “Melão”), enquanto Tarsila, atualmente com 12 anos, cursa o 7º ano na mesma unidade.
Além da contação de histórias, o encontro proporcionou um espaço de diálogo, no qual os pequenos puderam interagir, fazer perguntas e refletir sobre as diferenças. “A proposta é contribuir para a formação de uma geração mais consciente e acolhedora”, detalhou o diretor Flávio.
A visita ao CEI Zenir Kretzer Borges integra uma série de ações previstas com o lançamento do segundo volume da obra, que contempla também outras unidades da rede municipal.



